I`m Gonna Move To The Outskirts Of Town Lyrics
Big Bill Broonzy


I'm gonna move way out on the outskirts of town
I'm gonna move way out on the outskirts of town
Now that's why I don't want nobody, ooh Lord baby always hingin' around

endereço da casa nova

http://city-blues.blogspot.com

sejam bem vindos.

 

 

Todo o sentimento
Cristóvão Bastos - Chico Buarque/1987

Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo
Da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar
E urgentemente
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo o sentimento
E bota no corpo uma outra vez

Prometo te querer
Até o amor cair
Doente
Doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro, com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei, como encantado
Ao lado teu

A Promessa do Livreiro

O que dizer de um livro que nos arrebata e nos faz torcer pelo personagem da mesma forma que torcíamos pelo mocinho quando assistíamos Cisco Kid na tv, lá pelos idos dos anos 60, quando éramos a maioria, televizinhos? no meu caso, televizinho é liberdade poética, pois nos reuníamos na casa de um amigo, (o único que tinha tv) e era aquela horda de meninos vibrando a cada tiro (e a pistola do cara nunca ficava sem balas e ele nunca errava um tiro sequer!). Digo isso para mostrar como foi para mim o primeiro livro com este personagem que li. Cliff Janeway é o homem que deixou de ser policial para ser livreiro. E com ele aprendi a seguinte coisa: não se escreve em livros, não se faz dedicatória em um livro, não se trata um livro de uma forma ruim. Livro se trata como a uma mulher legal, boa e que você goste ou até mesmo a que você não gosta: delicadamente. Mas como existem livros e livros...deixa para lá. Cliff Janeway como disse, é o policial protagonista do livro Edições Perigosas que a tantas horas (é aí que esta a maior parte da minha torcida por ele) saí da polícia e como era colecionador de livros raros abre um sebo. E é assim que tudo começa.

Em A Promessa do Livreiro, lá está Janeway cuidando de sua vida, dez anos depois de ter aberto seu sebo, quando adentra à loja uma velhinha trazendo um caminhão de problemas, sua própria morte e uma outra, além de escoriações várias no forma de um diário mantido por seu já há muito falecido avô, no qual este relata  o encontro que teve com o famoso explorador Sir Richard Burton quando da estadia deste na América no século XVIII, meses antes do estouro da Guerra da Secessão. Seria Richard Burton apenas um viajante ou seria um espião da coroa inglesa? Este é o problema que Janeway precisa resolver, além de se livrar dos bandidos de plantão e um especialmente mal encarado, de um escritor ganhador do Pulitzer e se meter novamente com uma mulher que não consegue controlar. Donde afloram todas as suas manias de policial que ele julgava enterradas.

Visto ao lado dos anteriores, é um livro menor, mas mesmo assim digno de leitura. Leiam, ainda vale a pena. Melhor, claro que um outros que foram lançados anos atrás por uma outra editora cujas histórias não se sustentavam. Mas ainda inferior ao segundo com o mesmo personagem, Edições e Provas, que claro, que como as Edições, encontra-se fora de catálogo e quem sabe um dia sejam relançados.

Feito gente

          Walter Franco

 

feito gente

feito fase

eu te amei

como pude

fui inteiro

fui metade

eu te amei

como pude

fui a faca

e a ferida

eu te amei

como pude

feito bicho

que se espanta

eu te amei

como pude

quando chega

a morte á vida

 

feito água

feito vinho

eu te amei

com pude

feito mágoa

feito espinho

eu te amei

como pude

fui o poço

pensamento

eu te amei

como pude

fui a calma

e a revolta

eu te amei

como pude

fui a vela

fui o vento

eu te amei

como pude

a partida

fui a volta

 

 

 

Elton John

Sempre digo que a vida é estranha e quase sempre me prova que tenho razão. O primeiro disco que comprei na vida com meu primeiro salário foi deste senhor que a gente aprendeu através dos anos e por culpa dele mesmo, a detestar (eu pelo menos). O disco em questão é dos anos 70 e eu já o conhecia por uma música que sempre tocou nas rádios, Rocket Man. E quando recebi a bolada que era o salário de um office boy, corri à loja de discos e comprei. Meu amigo Miro comprou um do Kiss, mas era muito pesado prá mim. Depois da compra, voltamos ao escritório e me dei conta de uma coisa importante: não tinha vitrola...Mas isso é outra história. Só prá se ter uma idéia, o meu segundo disco já era um Jimi Hendrix. Bom, sei que por diversos motivos, tais como muanças em relação ao que passei a ouvir com os anos, seja pela atitude muito mainstream que ele começou a ter (ele me lembrava muitas vezes, Elvis Presley), nunca mais ouvi. Eram anos estranhos aqueles...                                                 Lendo a Mojo de dezembro de 2005, vejo que este disco "Captain Fantastic and The Brown Dirty Cowboy" já tem 30 anos e que merecia da revista, o que não é pouco de jeito nenhum, 5 estrelas, significando obra prima. Elton John, obra prima? Fui ouvir ou melhor, fui conferir: primeiro fui procurar em alguma loja para ver se tinha. Claro que não! Não se lançam discos com mais de dois anos no Brasil. Alternativa: meu velho e bom Limewire. Inteiro e gostei. Comentei com meu amigo Dong que disse, "o disco é sensacional!". É. O disco é bom. Tem musica para todo mundo. Bons rocks e aquelas baladas pegajosas que a gente adorava quando tinha bailinhos na escola. Ele estava em boa forma nos velhos idos de 1973...A gente ouve com aquela sensação de "nossa, como o tempo passou.". Realmente. Ainda bem. Éramos inocentes. Tão inocentes que nem sabíamos que ele já era gay. Enjoy. Quem conseguir o disco, claro.

Solução de Vida (Molejo Dialético)

Paulinho da Viola e Ferreira Gullar

Acreditei na paixão
E a paixão me mostrou
Que eu não tinha razão

Acreditei na razão
E a razão se mostrou
Uma grande ilusão

Acreditei no destino
E deixei-me levar
E no fim
Tudo é sonho perdido
Só desatino, dores demais

Hoje com meus desenganos
Me ponho a pensar
Que na vida, paixão e razão,
Ambas têm seu lugar

E por isso eu lhe digo
Que não é preciso
Buscar solução para a vida
Ela não é uma equação
Não tem que ser resolvida

A vida, portanto, meu caro,
Não tem solução

"...E se você puder me olhar
E se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar

Eu vou cuidar, eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Do seu jardim
Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar, e de você e de mim..."

                         Nando Reis

Aqui Jazz

"O jazz não é um QUE, o jazz é um COMO"

                        Louis Armstrong

 

Pobre Paulista

Edgard Scandurra

Todos os não se agitam
Toda adolecencia acata
E a minha mente gira
E toda ilusão se acaba

Dentro de mim sai um monstro
Não é o bem, nem o mal
É apenas indiferença
É apenas ódio mortal

Não quero ver mais essa gente feia
Não quero ver mais os ignorantes
Eu quero ver gente da minha terra
Eu quero ver gente do meu sangue

Pobre São Paulo,
Pobre paulista, Oh, Oh
Pobre São Paulo,
Pobre paulista, Oh, Oh

Eu sei que vivo em louca utopia
Mas tudo vai cair na realidade
Pois sinto que as coisas vão surgindo
É só um tempo pra se rebelar

Pobre São Paulo,
Pobre paulista, Oh, Oh
Pobre São Paulo,
Pobre paulista, Oh, Oh


Parou, pensou e chegou ... a essa conclusão

Pobre São Paulo,
Pobre paulista, Oh, Oh
Pobre São Paulo, pobre paulista...
Pobre São Paulo, pobre paulista...
Pobre São Paulo, pobre paulista...
Pobre São Paulo, pobre paulista...


 

Coffee Shop

T.J. King

My skin, like strongest coffee
Yours, like purest cream
Together
We mingle
Completing
Celestial cafe au lait
Bodies swirling gently
Within the confines of our sleeping cup
How ya like it, baby?
Hot?
Cool?
Kinky?
Sprinkled with skin-salt and kiss-sugar
Topped off with a long slow dollop of alcoholic passion
Creating caffeine addiction from once forbidden contrast
Or whatever.
Together
We make the perfect thing to sip
While contemplating love on a rainy spring day

 

Comprando e ouvindo

Eternal

 

Aerial – Branford Marsalis

Qual a forma de descrever a sensação que um disco novo nos trás? Que tal a sensação de ir à loja de discos e vasculhar as gondolas sem saber exatamente o que se quer? Algumas vezes é possível descrever, outras não. Quando vc está à procura de um produto específico e sabe onde encontrar, fica mais fácil.Entrei numa loja destas que agrega produtos de quase todos os tipos e fui direto ao setor de jazz e peguei este cd novo de Branford Marsalis, que foi lançado no final do ano nos Estados Unidos. Fazia tempo que não comprava um cd de jazz. Como sempre fui um acusado de ser um comprador compulsivo que não abre os discos, resolvi nos últimos tempos que deveria abrir alguns e ouvi-los. (Aviso aos interessados que as caixas de Charles Mingus e John Contrane permanecem fechadas até que algo de bom aconteça no mundo). Ainda tem muita coisa fechada, mas como não pretendo morrer tão cedo, com certeza vou ouvi-los sim.

Ouvir Branford para mim sempre foi uma questão de deleite. A meu ver herdeiro direto de

Cannonbal Adderley, Coltrane, Ben Webster, Coleman Hawkins e um quase desconhecido no Brasil, Ike Quebec, Branford sempre foi o mais lírico dos irmãos Marsalis, o mais aberto e o mais inventivo. É só ouvir seus discos de rap (Buckshot Le Fonque) e de blues (I heard you twice for the first time) e o que considero sua obra prima, Trio Jeepy.

Já havia lido criticas boas em relação a este lançamento, mas queria ver até que ponto era boa vontade ou somente a obrigação de quem escreveu de falar bem.

Fui para casa e contrariando tudo, cheguei já tirando o disco do invólucro e colocando no aparelho. Merecia uma dose de uísque, então peguei a garrafa e gelo e sentei:

Começa na melhor tradição das baladas de Ben Webster com The Ruby and the Pearl, com um pianista que não me lembro de ter ouvido anteriormente, Joey Calderazzo, Eric Revis no baixo e o grande Jeff “Tain” Watts na bateria, que não fica devendo nada a Al Heath. Passa então a Reika´s Loss, Gloomy Sunday, The Lonely Swan (de Calderazzo), Dinner For One Please, James, Muldoon e desemboca na faixa título Eternal, a única escrita por ele para, dizem, sua esposa.

É um disco difícil de ser ouvido? Nada, é facílimo. Quem o conhece sabe que ele não é dado a cabecismo do irmão, (mas rebaixá-lo a um mero coadjuvante de Sting como muita gente faz, é no minimo não aceitar que alguém possa dar-se ao luxo de ganhar dinheiro.), mas tem lá suas peças intrincadas. Ouçam e comprovem.


BOM DIA SÃO PAULO

Tico Terpins/ZéRodrix

 

Bom dia São Paulo estou aqui sim

A tua garoa mora aqui dentro de mim

As luzes no asfalto aqui brilham sempre assim

Bom Dia São Paulo

 

Meu coração e você são um novelo de lã

São viadutos vazios são 3 horas da manhã

 

E São Paulo hoje eu vi

Eu estou aceitando o que eu nunca admiti

Bem eu  nem São Paulo podemos parar

Bom Dia São Paulo

Um dia eu vou saber

Quem foi que te obrigou a crescer

E aqui em São Paulo

Um dia eu hei de ver

Por entre a chuva o sol a nascer                     

 

Bom dia São Paulo

Estou aqui

 

Nada de Novo

Paulinho da Viola

Papéis sem conta
Sobre a minha mesa
O vento espalha as cinzas que deixei
Em forma de poemas antigos
Relidos
Perdido enfim confesso
Até chorei
Nada mais importa
Você passou
Meu samba sem razão
Se acabou
Um sonho foi desfeito
Alguma coisa diz
Preciso abandonar
Os versos que já fiz

Nada de novo
Capaz de despertar
Minha alegria
O sol, o céu, a rua
Um beijo frio, um ex-amor
Alguém partiu, alguém ficou
É carnaval
Eu gostaria de ver
Essa tristeza passar
Um novo samba compor
Um novo amor encontrar
Mas a tristeza é tão grande no meu peito
Não sei pra que a gente fica desse jeito

Diz Que Eu Fui Por Aí

Zé Kety

Se alguém perguntar por mim
Diz que fui por aí
Levando um violão debaixo do braço
Em qualquer esquina, eu paro
Em qualquer botequim, eu entro
E se houver motivo é mais um samba que eu faço
Se quiseres saber se eu volto diga que sim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim

Eu tenho um violão para me acompanhar
Tenho muitos amigos, eu sou popular
Eu tenho a madrugada como companheira
A saudade me dói no meu peito me rói
Eu estou na cidade eu estou na favela
Eu estou por aí sempre pensando nela

Pensando nela... Pensando...

 

Please Call Home
by Gregg Allman
Copyright 1970 Unichappell Inc. and Elijah Blue Music (BMI)

Take one last look... before you leave,
'cause oh, somehow it means so much to me.
And if you ever need me, you know where I'll be.

So please call home... if you change your mind.
Oh, I don't mind.

I guess I saw it comin'... day by day.
But oh, I could not stand the failure.
Before you leave, there's just one thing I must say.

Please call home... if you change your mind.
Oh, I don't mind.

And I know, that you're used to runnin'.
Oh you're lost baby, and I ain't funnin'.
But oh, when you call to me, well, I'll come runnin'
safe to your side... again I'll confide... in you.

So go on, I won't say no more.
My heart ain't in it, but I'll hold the door.
But just remember, what I said before.

Please call home... if you change your mind.


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