Música

Elton John

Sempre digo que a vida é estranha e quase sempre me prova que tenho razão. O primeiro disco que comprei na vida com meu primeiro salário foi deste senhor que a gente aprendeu através dos anos e por culpa dele mesmo, a detestar (eu pelo menos). O disco em questão é dos anos 70 e eu já o conhecia por uma música que sempre tocou nas rádios, Rocket Man. E quando recebi a bolada que era o salário de um office boy, corri à loja de discos e comprei. Meu amigo Miro comprou um do Kiss, mas era muito pesado prá mim. Depois da compra, voltamos ao escritório e me dei conta de uma coisa importante: não tinha vitrola...Mas isso é outra história. Só prá se ter uma idéia, o meu segundo disco já era um Jimi Hendrix. Bom, sei que por diversos motivos, tais como muanças em relação ao que passei a ouvir com os anos, seja pela atitude muito mainstream que ele começou a ter (ele me lembrava muitas vezes, Elvis Presley), nunca mais ouvi. Eram anos estranhos aqueles...                                                 Lendo a Mojo de dezembro de 2005, vejo que este disco "Captain Fantastic and The Brown Dirty Cowboy" já tem 30 anos e que merecia da revista, o que não é pouco de jeito nenhum, 5 estrelas, significando obra prima. Elton John, obra prima? Fui ouvir ou melhor, fui conferir: primeiro fui procurar em alguma loja para ver se tinha. Claro que não! Não se lançam discos com mais de dois anos no Brasil. Alternativa: meu velho e bom Limewire. Inteiro e gostei. Comentei com meu amigo Dong que disse, "o disco é sensacional!". É. O disco é bom. Tem musica para todo mundo. Bons rocks e aquelas baladas pegajosas que a gente adorava quando tinha bailinhos na escola. Ele estava em boa forma nos velhos idos de 1973...A gente ouve com aquela sensação de "nossa, como o tempo passou.". Realmente. Ainda bem. Éramos inocentes. Tão inocentes que nem sabíamos que ele já era gay. Enjoy. Quem conseguir o disco, claro.

Aqui Jazz

"O jazz não é um QUE, o jazz é um COMO"

                        Louis Armstrong

 

Comprando e ouvindo

Eternal

 

Aerial – Branford Marsalis

Qual a forma de descrever a sensação que um disco novo nos trás? Que tal a sensação de ir à loja de discos e vasculhar as gondolas sem saber exatamente o que se quer? Algumas vezes é possível descrever, outras não. Quando vc está à procura de um produto específico e sabe onde encontrar, fica mais fácil.Entrei numa loja destas que agrega produtos de quase todos os tipos e fui direto ao setor de jazz e peguei este cd novo de Branford Marsalis, que foi lançado no final do ano nos Estados Unidos. Fazia tempo que não comprava um cd de jazz. Como sempre fui um acusado de ser um comprador compulsivo que não abre os discos, resolvi nos últimos tempos que deveria abrir alguns e ouvi-los. (Aviso aos interessados que as caixas de Charles Mingus e John Contrane permanecem fechadas até que algo de bom aconteça no mundo). Ainda tem muita coisa fechada, mas como não pretendo morrer tão cedo, com certeza vou ouvi-los sim.

Ouvir Branford para mim sempre foi uma questão de deleite. A meu ver herdeiro direto de

Cannonbal Adderley, Coltrane, Ben Webster, Coleman Hawkins e um quase desconhecido no Brasil, Ike Quebec, Branford sempre foi o mais lírico dos irmãos Marsalis, o mais aberto e o mais inventivo. É só ouvir seus discos de rap (Buckshot Le Fonque) e de blues (I heard you twice for the first time) e o que considero sua obra prima, Trio Jeepy.

Já havia lido criticas boas em relação a este lançamento, mas queria ver até que ponto era boa vontade ou somente a obrigação de quem escreveu de falar bem.

Fui para casa e contrariando tudo, cheguei já tirando o disco do invólucro e colocando no aparelho. Merecia uma dose de uísque, então peguei a garrafa e gelo e sentei:

Começa na melhor tradição das baladas de Ben Webster com The Ruby and the Pearl, com um pianista que não me lembro de ter ouvido anteriormente, Joey Calderazzo, Eric Revis no baixo e o grande Jeff “Tain” Watts na bateria, que não fica devendo nada a Al Heath. Passa então a Reika´s Loss, Gloomy Sunday, The Lonely Swan (de Calderazzo), Dinner For One Please, James, Muldoon e desemboca na faixa título Eternal, a única escrita por ele para, dizem, sua esposa.

É um disco difícil de ser ouvido? Nada, é facílimo. Quem o conhece sabe que ele não é dado a cabecismo do irmão, (mas rebaixá-lo a um mero coadjuvante de Sting como muita gente faz, é no minimo não aceitar que alguém possa dar-se ao luxo de ganhar dinheiro.), mas tem lá suas peças intrincadas. Ouçam e comprovem.


Pearl Jam em São Paulo

Flavio Florido/Folha Imagem

Pearl Jam em São Paulo

Eu não fui

 

Fiquei o mês inteiro pensando se ia, mas lembrei que nunca havia ouvido nada deles. Então fui ao Lime Wire (sim, eu baixo música na internet e todo mundo faz isso, ainda que diga que não faz) e baixei duas ou três. Gostei. Conversei com meus amigos que me disseram que não tinha mais ingressos. Minha ex-cunhada me disse que tinha, eu como acreditei no panaca que me dissera não ter mais, não dei bola. Dois dias antes conversando com ela no msn, me disse que  havia ganho um ingresso mas que levaria a filha.

Moral: perdi. Mas tudo bem, estava frio e chovendo mesmo...

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